No transplante capilar, os folículos são extraídos da área doadora, que corresponde às regiões laterais e posteriores do couro cabeludo. Essas áreas são geneticamente programadas para serem resistentes à ação da dihidrotestosterona (DHT), principal hormônio envolvido na calvície androgenética.
Por esse motivo, os fios transplantados mantêm essa característica genética de resistência, mesmo após serem relocados para a área calva. Isso faz com que o cabelo implantado tenha crescimento duradouro e se mantenha estável ao longo dos anos.
Considerações importantes:
- Queda inicial: Cerca de duas a quatro semanas após o procedimento, ocorre a queda temporária dos fios transplantados (fase de effluvium telógeno). Esse processo é esperado e faz parte do ciclo natural de adaptação do folículo.
- Reinício do crescimento: Após a fase de queda, os novos fios começam a crescer de forma contínua entre o terceiro e o sexto mês. O amadurecimento completo dos resultados ocorre entre 12 e 18 meses.
- Fios nativos: Os cabelos originais da região receptora que ainda não foram afetados pela calvície podem continuar a cair ao longo do tempo. Para preservá-los, é possível realizar tratamentos associados.
O sucesso a longo prazo depende de um procedimento bem executado, de cuidados pós-operatórios adequados e, em alguns casos, de estratégias para manutenção global da saúde capilar.
